É esse tipo de vida que você está feliz em ter?

Estamos vivendo e estamos fazendo o melhor que nós podemos. 

Certo?

Se você reparar bem, quantas vezes já parou para observar a si mesmo enquanto sua vida está acontecendo? Em qual momento você faz aquela autoavaliação para saber que, de fato, a vida que você está levando, as escolhas que você tem feito, fazem sentido para você? 

Quero dizer com isso que, você realmente tem consciência e clareza da sua vida e das ideias que você tem de você, do mundo e do outro, ou tem vivido no automático, "dançando conforme a música"?

É uma tarefa muito complexa, ao longo do dia, ao longo das milhares funções e atividades que desempenhamos, parar para pensar sobre nós, sobre como estamos nos sentindo e o que estamos pensando; observar nossas atitudes e nossos comportamentos e entender os porquês. Se torna ainda mais difícil quando envolvem as relações interpessoais e escolhas que cotidianamente precisamos fazer. 

Afinal, temos tempo para isso? 

É natural cair no automático de maneira imperceptível, seguimos o fluxo e, sequer sabemos aonde vamos chegar. São muitos estímulos, muitas informações e "jeitos de fazer" prontos e muito bem delimitados, sobretudo para uma vida plena e cheia de resultados. 

Mas será que é esse tipo de vida que você está feliz em ter?

Eu concordo que estamos fazendo o melhor que podemos. Concordo que procuramos dar o máximo, e mesmo estando cansados, procuramos seguir da melhor maneira. Mas aí (sempre existe o mas, não é!?), um outro questionamento que eu te faço é: você tem levado em consideração o contexto que você está vivendo?

Quando não realizamos o exercício de auto-observação, temos a tendência de apenas seguir, sem mensurar ganhos, sem entender os porquês, e isso faz com que a sensação de insuficiência possa chegar - "faço tudo e ainda não me sinto bem"; o desanimo e a exaustão são bem convidativos também - "não aguento mais"; sem contar a autocobrança - "nunca serei bom o suficiente...". 

O convite aqui é olhar para você por alguns instantes: perceba como anda sua vida, suas escolhas, seus relacionamentos, como você tem administrado suas questões e resolvido seus problemas, como tem lidado com emoções desconfortáveis e como tem enfrentado o seu cotidiano. 

Questione-se sim, se você está fazendo o melhor que você pode e, se chegar a conclusão de que não está, tudo bem reavaliar a rota e buscar por novas atitudes, desde que você leve em consideração o seu contexto, sua história de vida, a ideia que você tem de você e do seu mundo. 

Está tudo bem, nesse papel de observador, identificar o que precisa ser melhorado, o que você deseja modificar e fazer diferente, desde que você também faça o exercício de levar em consideração o que faz sentido em sua vida, os seus recursos internos e externos e a vida que realmente você deseja ter, sem os bonitos atalhos e facilidades utópicas que assistimos cotidianamente no mundo real e virtual, de realidades que não condizem com as nossas. 

E siga caminhando, é nesse processo que vamos nos deprando com nossos jeito(s) de ser e fazer...


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